quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

4a Viagem a Porto Alegre de moto - ida, dia 2

A gente tinha uma porção de opções de caminhos interessantes a partir de Caxambu, inclusive um passando em Campos do Jordão que parecia bem apetitoso, cheio de estradinhas de serra bem fechadas. Mas a previsão do tempo indicava chuva em todo o estado de São Paulo e isso fez a gente escolher o caminho que pareceu mais seguro - Fernão Dias, Dom Pedro I, Raposo Tavares, Serra de Tapiraí e Régis Bittencourt até Registro. Nesse caminho a gente pegaria na maior parte estradonas duplicadas que contornam as cidades sem passar no centro. E também evitava passar em São Paulo, sempre perigosa, engarrafada e confusa.

Saímos às 7h e rodamos ainda um bom tempo por uma estradinha simples e de pouco tráfego até chegar na Fernão Dias. Passamos pela cidade de Lambari, que na outra viagem que fizemos juntos estava tão alagada que a gente teve que fazer um enorme desvio. Dessa vez estava seca! Mas o tempo nublado nos acompanhou somente até Extrema, última cidade mineira na Fernão Dias. Aí veio a chuva prometida nas previsões. E ela nos acompanhou quase o resto do dia todo. Não era uma tempestade, apenas uma chuvinha constante.

Pegamos a Rodovia Dom Pedro I em direção a Campinas. Como sempre, nos perdemos um tanto nos entroncamentos até achar a conexão para Sorocaba, e depois outra vez tentando achar a saída para Piedade. É interessante que as estradas paulistas são fabulosas, perfeitas, enormes, mas a sinalização é deficiente. Toda viagem que passo por esses trechos sofro para pegar as conexões certas entre as mega-rodovias.

Das estradas típicas que eu gosto de pegar nosso roteiro para este dia tinha apenas a Estrada da Cabeça da Anta (serra de Tapiraí), que desce da região de Sorocaba em direção a Juquiá/SP. É uma estrada de serra linda, pura mata atlântica no seu máximo. Mas é estradinha de pista simples e tem curvas bem fechadas. Usualmente isso é sinônimo de prazer, mas com chuva não. Embora na hora que chegamos nela a chuva já tivesse parado, a estrada estava toda molhada. Então descemos com todo cuidado, maneirando muito na velocidade para não abusar das curvas.

Na outra vez que passamos nessa mesma estrada, passamos por um restaurantezinho chileno numa curva no meio do nada e não paramos. Ficou a curiosidade de ver como era! Dessa vez não deixei passar. Paramos e comemos as anunciadas empanadas. Não eram ruins, tampouco especiais... mas o lugar era pitoresco - não tinha nem sinal de celular e não aceitava cartão, mas de alguma forma tocava uma rádio chilena! E lá dentro só tinha os donos, um casal já idoso que não parecia muito afim de papo. Montes de fotos muito muito velhas nas paredes. Deu curiosidade pela história deles, mas não perguntei nada.

Chegamos em Registro perto das 18h. Percorremos 600 km em quase 11h. Foi bem mais lento que no dia anterior por causa da chuva e maior quantidade de paradas - colocar capas, verificar mapas, ajeitar coisas. Não passamos perigo, mas com chuva qualquer viagem de moto fica mais estressante. Não posso dizer que tenha sido uma viagem tranquila, mas deu tudo certo. Marcelo tá batizado em pilotar na chuva, na neblina, em estradinha e em estradona. Em todas sempre seguro e preciso. Muito bom piloto o guri.

A nota ruim do dia foi que alguns equipamentos resolveram dar problemas hoje. A bota impermeável do Marcelo entrou água de virar piscina. Um carregador de celular pifou total e um dos aparelhinhos intercomunicadores também parou de funcionar.


Roteiro do dia:


Hora de sair para a estrada! Tchau Caxambu!


Estradinha de Lambari/MG


Rodovia Fernão Dias, trecho mineiro. Não que isso faça diferença, em SP ela também é toda assim enorme, duplicada, segura.


Paradinha na Fernão Dias para hidratar. Última foto antes da chuva!


O restaurante chileno no meio do nada da Serra da Cabeça da Anta!


Coitada da moto... depois da chuva fica assim, imunda!!


 

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