quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

4a Viagem a Porto Alegre de moto - volta, dia 2

A previsão era de chuva em trechos do percurso, mais certamente à tarde. E ela não falhou - choveu bastante a partir do meio dia, tornando os trechos que eram para ser os melhores nos mais tensos. Mas pilotamos com cuidado e sem pressa e chegamos a Itu/SP cansados mas sem nenhum problema.

Saímos dessa vez um pouquinho mais tarde, 8h. Pura preguiça de acordar às 6h em ponto. O tempo em Joinville estava nubladão mas não chovia. Decidimos abortar a proposta de subir a Serra de Dona Francisca e subir direto a BR-376 porque já tínhamos feito a parte legal da serrinha na vinda e com a previsão de chuva era melhor estar numa estrada duplicada que numa estradinha de pista simples.

O tráfego estava pesado na BR-101, com muitos carros nos dois sentidos. O tempo até deu uma melhorada e um solzinho apareceu em alguns trechos. Mas o que surpreendeu foi um tremendo frio - só 16 graus em meio de janeiro? Tivemos que parar para Marcelo colocar outra blusa e proteger as mãos, porque estava gelado mesmo. E esse frio permaneceu um bom tempo, só foi melhorar depois da gente sair do Paraná.

Almoçamos perto de Registro/SP no Petropen, uma mega-lanchonete que me traz muitas lembranças. Era nela que os ônibus da Viação Penha paravam quando eu viajava de Porto Alegre para Vitória para ver Márcia nos tempos de nosso namoro, lá no final dos anos 80. Apesar de ter trocado de dono há alguns anos, a lanchonete continua bem parecida com o que era. A qualidade dos produtos ainda é excelente, e os preços continuam altos. Naquela época de grana contada isso me fazia escolher entre uma coxinha ou uma fatia de pizza, mas hoje as coisas estão bem melhores e a gente almoçou uns baita bifões. Deliciosos.

No almoço decidimos manter nosso roteiro original, subindo a Serra da Macaca e parando em Itu. Havia a hipótese de seguir pela Régis Bittencourt até São Paulo se estivesse chovendo. Mas apesar de termos pegado uma chuvinha pouco depois de Curitiba, já há um bom tempo estava seco e parecia que poderia ficar assim.

Infelizmente o tempo seco não durou. Pouco depois de entrar na estrada da Serra da Macaca a chuva reapareceu. Paramos para colocar as capas todas num ponto de ônibus no meio do nada. É sempre um porre colocar as capas, e é um porre maior ainda pilotar com elas. Dá um calor infernal e tudo fica bem desconfortável. Mas é melhor que todo ensopado, então...

Marcelo pilotou toda a Serra da Macaca mas nem pode curtir direito, porque chuvinha e curvas super fechadas não são a melhor combinação para o piloto. Mas eu, que estava na garupa, curti bastante atravessar mais uma vez essa estrada-parque. É linda! Pura mata atlântica para todo lado!

Depois da serrinha só seguimos o roteiro pelas estradas do interior de SP até chegar em Itu. Teve um trecho de asfalto ruinzinho até Salto do Pirapora, mas daí para frente foram só aquelas mega-estradas paulistas. Tomamos ainda uma baita chuvada nesse trecho, mas chegamos ao hotel numa boa.

Roteiro do dia:


No estacionamento do hotel, prontos para partir!


Parada para colocar mais roupa! Só 16 graus no meio do verão, que é isso?


Anel viário de Curitiba. Última foto com esse visual sulista.


Entrada da Serra da Macaca, pouco depois de Registro. Superfície lunar...


Parada para colocar as capas todas.


Serra da Macaca, trecho dentro do Parque Estadual Carlos Botelho. Lindíssima!



Portal do Parque Estadual Carlos Botelho.



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