quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

4a Viagem a Porto Alegre de moto - volta, dia 3

Que dia! Nunca foi tão bom a previsão do tempo estar toda errada!

Ontem, quando estávamos planejando os trajetos do dia seguinte, todas as cidades que olhávamos no caminho estavam com previsão de chuva. Algumas davam até 100% de probabilidade. Com isso eu propus sairmos já com as capas todas. Como ainda não estava chovendo, Marcelo foi contrário, e eu acabei por seguir a ideia dele. Ainda bem, pois não choveu uma gota sequer em todo o caminho!

Antes de pegar a estrada fomos tirar fotos numa praça de Itu que tem umas esculturas gigantes para confirmar que a gente um dia esteve aqui, e só depois saímos para um dos objetivos dessa viagem - a Estrada dos Romeiros. É uma estradinha de pista simples muito antiga que na maior parte do tempo vai margeando o Rio Tietê. Dizem ter aproveitado o trajeto de caminhos dos Bandeirantes.

Essa estrada tem fama entre motociclistas paulistas por ter montes de curvas bem fechadas. E a fama é coerente com a realidade. Curvas e mais curvas de todos os raios imagináveis. Até algumas "multi-raio", que começam de um jeito e terminam de outro.

O Rio Tietê ao lado da estrada vez por outra traz paisagens legais, mas se olhar direito logo se vê a poluição. É triste como emporcalhamos sem o menor respeito o nosso ambiente! É lixo pra caramba, sem falar daquelas espumas nojentas que aparecem depois de toda corredeira.

Atravessamos depois a grande Sampa pelas marginais e nos surpreendemos por uma proibição esquisita - motos não podem transitar na pista expressa. Com isso tivemos bem mais trabalho de navegação para apenas nos mantermos no caminho. De repente a gente se viu numa alça de acesso para a estrada errada. Entramos na Anhanguera sem querer e tivemos que achar um retorno. Xarope e sem sentido essa proibição.

Pegamos o sistema Ayrton Senna / Carvalho Pinto / Dutra até Seropédica. Essas mega-estradas são boas para quem está de carro ou com pressa, mas para mim são totalmente sem graça. Não tem curvas e não tem visual relevante! De bom só a segurança e a velocidade que permitem manter.

Pegamos em Seropédica outro dos objetivos - a Estrada de Miguel Pereira. Essa sim, deliciosa e linda! Mais uma para minha lista de grandes motocadas. Quando começa a subir a serra fica deslumbrante! Sobe, sobe, sobe! E abre cada visual do vale abaixo! Sensacional! Ponto alto do dia, melhor até que a Estrada dos Romeiros!

Paramos em Miguel Pereira às 17h para decidir o destino final do dia e reservar um hotel. Decidimos manter Itaipava como destino. Nos perdemos um pouco pelos caminhos ao sair de Miguel Pereira para RJ-125, mas chegamos às 19h, antes de escurecer.

Encontramos pelo Booking um hotel muito interessante - Hotel Castelo Itaipava. É um castelo de verdade, construído nos anos 20 do século passado pelo Barão de Vasconcelos. Todo decorado a caráter, abriga desde 2008 eventos como o casamento da Debora Secco, tem dois restaurantes e abriu como hotel em 2015. Visual desconcertante por dentro e por fora! Muito legal conhecer!

Não cheguei a calcular quanto andamos hoje. Acho que nem chegou a 600 km, mas como tivemos estradinhas lentas como a Romeiros e essa de Miguel Pereira, levamos mais de 10h na estrada. Nada que incomode, faz parte.

Roteiro do dia:


Vir a Itu e não tirar fotos das esculturas gigantes seria imperdoável. Então taí!




Estrada dos Romeiros.


O pobre Rio Tietê, majestoso e poluidíssimo. Acompanha quase todo o trajeto da Estrada dos Romeiros.

  


Parada para descanso na Ayrton Senna. Ou será que essa foto foi na Dutra? Paramos nessa rede de lanchonete nas duas estradas!



O lindo Hotel Castelo que ficamos em Itaipava! Baita surpresa que o Booking nos deu!







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